5 de abr. de 2010
4 de abr. de 2010
FELIZ PÁSCOA... Jesus Resssuscitou Aleluia!!! Aleluia!!! Aleluia!!!
Domingo de Páscoa - Hoje a Igreja celebra : Santo Isidoro de Sevilha, bispo, Doutor da Igreja, +636
Atos dos Apóstolos 10,34.37-43 - Então, Pedro tomou a palavra e disse: «Reconheço, na verdade, que Deus não faz acepção de pessoas, Sabeis o que ocorreu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: como Deus ungiu com o Espírito Santo e com o poder a Jesus de Nazaré, o qual andou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com Ele. E nós somos testemunhas do que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém. A Ele, que mataram, suspendendo-o de um madeiro, Deus ressuscitou-o, ao terceiro dia, e permitiu-lhe manifestar-se, não a todo o povo, mas às testemunhas anteriormente designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois da sua ressurreição dos mortos. E mandou-nos pregar ao povo e confirmar que Ele é que foi constituído, por Deus, juiz dos vivos e dos mortos. É dele que todos os profetas dão testemunho: quem acredita nele recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados.»
Salmos 118(117),1-2.16-17.22-23 - Louvai o SENHOR, porque Ele é bom, porque o seu amor é eterno. Diga a casa de Israel: «O seu amor é eterno.» mão do SENHOR foi magnífica; a mão do SENHOR fez maravilhas.» Não morrerei, antes viverei, para narrar as obras do SENHOR. pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular. Isto foi obra do SENHOR e é um prodígio aos nossos olhos.
Carta aos Colossenses 3,1-4 - Portanto, já que fostes ressuscitados com Cristo, procurai as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus. Aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra. Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, a vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.
João 20,1-9 - No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
«Este é o dia [...] do Senhor: cantemos e alegremo-nos nele!» [Sl 118 (117), 24]
Que bela festa de Páscoa! E que bela assembleia! Este dia tem tantos mistérios, antigos e novos! Nesta semana de festa, ou antes, de alegria, por toda a terra os homens rejubilam e até as forças celestes se juntam a nós para celebrar com alegria a Ressurreição do Senhor. Exultam os anjos e os arcanjos que esperam que o Rei dos Céus, Cristo nosso Deus, regresse vencedor à terra; exultam os coros dos anjos que aclamam Aquele que foi elevado «das entranhas da madrugada, como orvalho» [Sl (110) 109, 3], Cristo. A terra exulta: o sangue de Deus a lavou. O mar exulta: os passos do Senhor o honraram. Que exulte todo o homem renascido da água e do Espírito Santo; que exulte o primeiro homem, Adão, liberto da antiga maldição. [...]A ressurreição de Cristo não somente instaurou este dia de festa como também nos alcançou, em vez do sofrimento, a Salvação, em vez da morte, a imortalidade, em vez das feridas, a cura, em lugar do fracasso, a Ressurreição. Outrora, o mistério da Páscoa cumpriu-se no Egipto segundo os ritos indicados pela lei; o sacrifício do cordeiro era disso apenas um sinal. Mas hoje celebramos, segundo o Evangelho, uma Páscoa espiritual, que é o dia da Ressurreição. Antes, imolava-se um cordeiro do rebanho [...]; agora, é Cristo em pessoa que Se oferece como cordeiro de Deus. Dantes, era um animal do aprisco; agora já não é um cordeiro mas o próprio bom pastor que dá a vida pelas Suas ovelhas (Jo 10, 11) [...] Nessa altura, os Hebreus atravessaram o Mar Vermelho e entoaram um hino de vitória em honra do seu Defensor: «Cantarei ao Senhor que é verdadeiramente grande» (Ex 15, 1). Nos nossos dias, aqueles que foram julgados dignos do baptismo cantam nos seus corações o hino da vitória: «Só vós sois o santo, só vós o Senhor, só vos o altíssimo Jesus Cristo [...] na glória de Deus Pai. Amen». «O Senhor é rei, vestido de majestade», aclama o profeta [Sl 93 (92), 1]. Os Hebreus atravessaram o Mar Vermelho e comeram o maná no deserto. Hoje, saindo das fontes baptismais, nós comemos o pão descido do céu (Jo 6, 51).
Comentário ao Evangelho do dia feito por : Proclo de Constantinopla (c. 390-446), bispo Sermão 14; PG 65, 796 (trad. a partir de coll. Icthus, vol. 10, p. 149 rev.)
3 de abr. de 2010
Sábado Santo e Vigília Pascal

Hoje a Igreja celebra : Santa Engrácia, virgem, mártir, +1050, S. Ricardo de Chichester, bispo, +1253
«Tu fazes resplandecer esta noite santíssima pela glória da ressurreição do Senhor» (Colecta)
«Alegrem-se os céus, exulte a terra!» (Sl 95, 11). Este dia resplandece para nós com o esplendor do túmulo, que para nós brilhou com raios de sol. Que os infernos aclamem, pois abriu-se neles uma saída; que se alegrem, pois chegou para eles o dia da visita; que exultem, pois viram, após séculos e séculos, uma luz que não conheciam, e na escuridão da sua noite profunda puderam enfim respirar! Oh luz bela, que vimos despontar do alto do céu [...], tu revestiste, com a tua súbita claridade, «aqueles que se encontravam nas trevas e na sombra da morte» (Lc 1,79). Porque, à descida de Cristo, a noite eterna dos infernos resplandeceu e os gritos de aflição cessaram; as correntes dos condenados foram quebradas e caíram por terra; os espíritos malfeitores foram tomados pelo estupor e como que abalados por um trovão. [...]
Quando Cristo desceu aos infernos, os porteiros sombrios, cegos pelo negro silêncio e curvando as costas ao peso do temor, murmuraram entre si: «Quem é Este temível, exuberante de brancura? Nunca o nosso inferno recebeu coisa semelhante; nunca o mundo rejeitou coisa semelhante para a nossa toca. [...] Se fosse culpado, não teria semelhante audácia. Se estivesse manchado por algum delito, não poderia dissipar as trevas com o seu brilho. Mas, se é Deus, o que está a fazer no túmulo? Se é homem, como ousa? Se é Deus, a que vem? Se é homem, como tem poder para libertar os cativos? [...] Esta cruz nos destroça os prazeres e faz nascer para nós a dor! O lenho nos tinha enriquecido, o lenho nos destrói. Este grande poder, sempte temido pelos povos, pereceu!»
Homilia do séc. V, atribuída a Eusébio Galicano
Homilia 12 A; CCL 101, 145 (a partir da trad. Solesmes, Lectionnaire, vol. 3, p. 21 rev.)
2 de abr. de 2010
Sexta-feira da Paixão do Senhor
Leituras: Isaías 52,13-15.53,1-12 - Salmo 31,2.6.12-13.15-16.17.25 - Carta aos Hebreus 4,14-16.5,7-9 - João 18,1-40.19,1-42
Sexta-feira Santa
Hoje a Igreja celebra : S. Francisco de Paula, eremita, fundador, +1519
«O centurião que se encontrava em frente d'Ele, exclamou: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!"»
«No princípio era o Verbo» (Jo 1, 1), a Palavra de Deus. Ele é idêntico a Si próprio; o que Ele é, é-o sempre; Ele não pode mudar, Ele é o que é. Foi esse o nome com que Se deu a conhecer ao Seu servo Moisés: «Eu sou Aquele que sou» e «Tu dirás: Aquele que é enviou-me» (Ex 3,14). [...] Quem pode compreendê-Lo? Ou quem poderá chegar a Ele – supondo que emprega todas as forças do seu espírito para atingir, melhor ou pior, Aquele que é? Compará-lo-ei a um exilado, que de longe vê a sua pátria: o mar separa-os; vê para onde deve ir, mas não tem meios de lá chegar. Também nós queremos chegar a esse porto definitivo que será nosso, onde está Aquele que é, porque só Ele é sempre o mesmo, mas o oceano que é este mundo corta-nos o caminho. [...]
Para nos dar um meio para irmos até lá, Aquele que nos chama veio de lá e escolheu uma madeira para nos fazer atravessar o mar: sim, ninguém pode atravessar o oceano deste mundo sem ser levado pela cruz de Cristo. Até um cego pode abraçar esta cruz; se não vês bem para onde vais, não a soltes: ela te conduzirá por si própria. Eis, meus irmãos, o que eu gostaria de fazer entrar nos vossos corações: se quereis viver no espírito de piedade, no espírito cristão, uni-vos a Cristo como Ele tem feito por nós, a fim de vos juntardes a Ele tal como Ele é, e tal como sempre foi. Foi por isso que Ele desceu até nós, porque fez-Se homem a fim de levar os inválidos, de os fazer atravessar o mar e de os fazer abordar na pátria, onde já não há necessidade de navios porque não há mais oceanos para atravessar. Se necessário, seria melhor não ver com o espírito Aquele que é mas abraçar a cruz de Cristo, do que vê-Lo com o espírito e desprezar a cruz. Possamos nós, para nosso bem, ao mesmo tempo ver para onde vamos e fixar-nos com grampos ao navio que nos leva! [...] Alguns conseguiram-no, e viram Aquele que é. Foi porque O viu que João disse: «No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.» Eles viram-no; e, para chegarem junto Daquele que viam de longe, uniram-se à cruz de Cristo, não desprezaram a humildade de Cristo.
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de São João, nº 2 (a partir da trad. cf E. de Solms, Christs romans, Zodiaque 1966, p. 72ss.)
1 de abr. de 2010
Quinta-feira da Semana Santa - Lava Pés
Quinta-feira SantaHoje a Igreja celebra : Santo Hugo de Grenoble, bispo, +1152
Leituras: Êxodo 12,1-8.11-14 - Salmos 116(115),12-13.15-16.17-18 - 1ª Carta aos Coríntios 11,23-26 - João 13,1-15
«Amou-os até ao fim»
Que amor, que caridade, a de Jesus Cristo, em ter escolhido a véspera do dia em que ia ser morto para instituir um sacramento por meio do qual permanecerá entre nós, como Pai, como Consolador, e como toda a nossa felicidade! Mais felizes ainda do que aqueles que O conheceram na Sua vida mortal pois, estando Ele num só lugar, tinham de se deslocar de longe para terem a felicidade de O ver, nós encontramo-Lo em toda a parte, e essa felicidade foi-nos prometida até ao fim do mundo. Ó imenso amor de Deus pelas Suas criaturas!
Não, nada pode detê-Lo, quando quer mostrar-nos a grandeza do Seu amor. Neste momento de felicidade para nós, toda a Jerusalém está a ferro e fogo, a populaça está enfurecida, todos conspiram para a Sua perda, todos querem verter o Seu adorável sangue - e é precisamente nesse momento que Ele prepara para eles, como para nós, a prova mais inefável do Seu amor.
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São João-Maria Vianney (1786-1859); presbítero, Cura d'Ars
Sermão para a Quinta-Feira Santa
31 de mar. de 2010
Quarta-feira Santa
4º feira da Semana SantaHoje a Igreja celebra : Santa Balbina, virgem, mártir (+132), S. Benjamim, diácono, mártir, +420, Santo Acácio, bispo, +250
Leituras: Isaías 50,4-9 - Salmo 69(68),8-10.21-22.31.33-34 - Mateus 26,14-25
«Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?»
Sabemos, pelos relatos evangélicos, que Cristo orou como judeu crente e fiel à Lei. [...] Ele pronunciou as velhas orações de bênção do pão, do vinho e dos frutos da terra que ainda hoje se recitam, como testemunham os relatos da Última Ceia, totalmente consagrada a uma das mais sagradas obrigações religiosas: a solene refeição pascal, que comemorava a libertação da servidão do Egipto. Talvez seja aqui que temos a visão mais profunda da oração de Cristo, e como que a chave que nos introduz na oração de toda a Igreja. [...]
A bênção e a partilha do pão e do vinho faziam parte do rito da refeição pascal. Mas uma e outra recebem aqui um sentido inteiramente novo. Aqui nasce a vida da Igreja. É certo que só no Pentecostes é que a Igreja nasce como comunidade espiritual e visível; mas aqui, na Ceia, cumpre-se o enxerto do sarmento na cepa que torna possível a efusão do Espírito. As antigas orações de bênção tornaram-se, nos lábios de Cristo, palavras criadoras de vida. Os frutos da terra transformaram-se na Sua carne e no Seu sangue, encheram-se da Sua vida. [...] A Páscoa da Antiga Aliança veio a ser a Páscoa da Nova Aliança.
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A Oração da Igreja (a partir da trad. Paris, 1955, pp. 19-22; cf. Source cachée, p. 54)
30 de mar. de 2010
Terça-feira da Semana Santa
Hoje a Igreja celebra : S. João Clímaco, religioso, +615, S. Leonardo Murialdo, confessor, +1900, Santa Irene, virgem (séc. IX)
Leituras: Isaías 49,1-6 - Salmo 71(70),1-2.3-4.5-6.15.17 - João 13,21-33.36-38
Quando o Senhor, Pão da Vida (Jo 6, 35), deu pão a este homem morto e marcado, entregando a quem traía o pão vivo, disse-lhe: «O que tens a fazer, fá-lo depressa». Não ordenava o crime; descobria o mal em Judas, e anunciava-nos o nosso bem. O facto de Cristo ser entregue não terá sido o pior para Judas e o melhor para nós? Por conseguinte, Judas prejudica-se, beneficiando-nos sem o saber.«O que tens a fazer, fá-lo depressa.» Palavras de um homem que está pronto, não de um homem irritado. Palavras que não anunciam a punição de quem trai, mas a recompensa do Redentor, Daquele que resgata. Ao dizer: «O que tens a fazer, fá-lo depressa», Cristo, mais que condenar o crime de infidelidade, procura apressar a salvação dos crentes. «Foi entregue por causa das nossas faltas; como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela» (Rom 4, 25; Ef 5, 25). É isso que leva o apóstolo Paulo a dizer: «Amou-me e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gal 2, 20). De facto, ninguém entregava Cristo se Ele mesmo não Se tivesse entregado. [...] Quando Judas O trai, é Cristo que Se entrega; um negocia a sua venda, o Outro o nosso resgate. «O que tens a fazer, fá-lo depressa»: não que tenhas poder para tal, mas porque é a vontade Daquele que pode tudo. [...]
«Tendo tomado o bocado de pão, saiu logo. Fazia-se noite». E aquele que saía era a noite. Então, quando a noite saiu, Jesus disse: «Agora o Filho do Homem foi glorificado!» «Um dia passa ao outro esta mensagem» (Sl 18, 3), ou seja, Cristo confiou-Se aos Seus discípulos para que O escutassem e O seguissem no amor. [...] Algo de semelhante acontecerá quando este mundo, vencido por Cristo, acabar. Então, o joio deixará de se misturar com o trigo, «então, os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai» (Mt 13, 43).
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de São João, 62, 63 (a partir da trad. En Calcat rev.)
29 de mar. de 2010
Segunda-feira Santa

2ª feira da Semana Santa
Hoje a Igreja celebra : Santo Eustáquio (ou Eustásio), monge, +629, S. José de Arimateia, séc. I
«A casa encheu-se com a fragrância do perfume»
Desde a minha infância, não parei de pecar, e Tu não cessaste de me fazer bem. [...] Contudo, Senhor, que o Teu julgamento se transforme em misericórdia. Toma a ocasião do pecado para condenar o pecado. [...] Que o meu coração seja digno do fogo do Teu perfeito amor, que o Seu calor intenso faça sair de mim e consuma todo o veneno do pecado! Que ponha a nu e afogue nas lágrimas dos meus olhos toda a infecção da minha consciência. Que a Tua cruz crucifique tudo o que a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e o orgulho da vida corromperam devido à minha longa negligência.
Senhor, quem o desejar pode ouvir-me e desprezar a minha confissão: que me olhe prostrado como a pecadora aos pés da Tua misericórdia, banhando-os com as lágrimas do meu coração, vertendo sobre eles o perfume de uma terna devoção (Lc 7, 38). Que todos os meus recursos, por mais pobres que sejam, de corpo e alma, sejam usados para comprar este perfume que Te agrada. Espalhá-lo-ei sobre a Tua cabeça, sobre Ti cuja cabeça é Deus; e sobre os Teus pés, sobre Ti cuja ponta é a nossa natureza fraca. Ainda que o fariseu murmure, Tu, meu Deus, tem piedade de mim! Ainda que o ladrão aperte os cordões da bolsa rangendo os dentes, desde que eu Te agrade, pouco me importa incomodar seja quem for.
Ó amor do meu coração, que em cada dia eu verta sem parar este perfume, porque espalhando-o sobre Ti, espalho-o também sobre mim. [...] Concede-me o dom de Te entregar lealmente tudo o que tenho, tudo o que sei, tudo o que sou, tudo o que posso! Que fique sem nada! Estou aos pés da Tua misericórdia, aonde permanecerei, aonde chorarei, até que me faças escutar a Tua suave voz, o julgamento da Tua boca, a sentença da Tua e da minha justiça: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou» (Lc 7, 47).
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Guilherme Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino depois cisterciense
Orações para meditar, n°5 (a partir da trad. O.E.I.L. 1985, p. 84 em Bourguet, L'Évangile médité, p. 198 rev.)
Dom Geraldo Fernandes Bijos

A morte de Dom Geraldo comoveu a região. Bispos, autoridades, religiosos, religiosas e o povo vindos dos quatro cantos da Arquidiocese e de outras regiões do Brasil se reuniram na Catedral de Londrina para prestar a última homenagem àquele que soube exercer com amor, carisma e dedicação a árdua tarefa de transformar a modesta Igreja de Londrina em uma das mais importantes Arquidioceses do País.


28 de mar. de 2010
Domingo de Ramos

Hoje a Igreja celebra : Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065, S. Sisto III, papa, +440
«Bendito Aquele que vem, o nosso Rei»
O dia de hoje, meus bem-amados, é da maior importância. É um dia que nos solicita um grande desejo, uma pressa imensa, um alento vivo, para nos conduzir ao encontro do Rei dos Céus. Paulo, o mensageiro da Boa Nova, dizia-nos: «O Senhor está perto. Não vos inquieteis» (Fil 4, 5-6). [...]
Acendamos, pois, as lamparinas da fé; à semelhança das cinco virgens sensatas (Mt 25, 1ss.), enchamo-las do óleo da misericórdia para com os pobres; acolhamos a Cristo bem despertos, e cantemos-Lhe com as palmas da justiça na mão. Beijemo-Lo, derramando sobre Ele o perfume de Maria (Jo 12, 3). Ouçamos o cântico da ressurreição: que as nossas vozes se elevem, dignas da majestade divina, e brademos com o povo, soltando esse grito que se escapa das bocas da multidão: «Hossana nas alturas! Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel». É razoável chamar-Lhe «Aquele que vem», porque Ele vem sem cessar, porque Ele nunca nos falta: «O Senhor está próximo de quantos O invocam em verdade» (Sl 144, 18). «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor».
O Rei manso e pacífico está à nossa porta. Aquele que tem o trono nos céus, acima dos querubins, senta-Se, cá em baixo, sobre uma burrinha. Preparemos a casa da nossa alma, limpemos as teias de aranha que são os mal-entendidos fraternos, que não haja em nós a poeira da maledicência. Difundamos às mãos-cheias a água do amor, e apaziguemos todas as feridas criadas pela animosidade; semeemos o vestíbulo dos nossos lábios com as flores da piedade. E soltemos então, na companhia do povo, esse grito que brota dos lábios da multidão: «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel».
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Proclo de Constantinopla (c. 390-446), bispo
Sermão 9, para o Dia de Ramos; PG 65, 772 (a patir da trad. Brésard, 2000 anos, ano C, p. 108)
27 de mar. de 2010
22 de mar. de 2010
20 de mar. de 2010
19 de mar. de 2010
Simplesmente São José
Parabéns às Missionárias Claretianas que completam hoje 52 anos de Fundação da Congregação, que São José continue protegendo essa família religiosa.
Com carinho Tryssia
São José
De São José aprendemos a atitude de escutar a Deus, e assim ser movidos pela ação do Espírito Santo. 15 de mar. de 2010
Metade
12 de mar. de 2010
8 de mar. de 2010
Dia Internacional da Mulher
A todas as mulheres meus parabéns, que Deus nos conceda muitas bençãos em nossas lutas cotidianas...
Com carinho
Tryssia
É só clicar no vídeo acima e assistir
3 de mar. de 2010
Vazio que chama Saudade

27 de fev. de 2010
8 de fev. de 2010
05 Anos
Minha querida amiga Mary, que saudades de você, já se passaram 05 anos e a saudade ainda é imensa, como é difícil viver intensamente cada momento e fazer dele uma obra prima. Às vezes as lágrimas insistem em cair, pois somos humanos e necessitamos da presença física. Jesus também chorou a morte de seu amigo Lázaro...29 de jan. de 2010
Conquista
Ap, só eu, você e Deus sabemos como foi esses 4 anos de faculdade a custa de tantas lágrimas e sofrimento, obrigada por tudo...17 de jan. de 2010
Pensamento

Parágrafo final da última palestra da Dra. Zilda Arns Neumann
Haiti, 2010
http://www.pastoraldacrianca.org.br/ em 17/01/2010
13 de jan. de 2010
Dra. Zilda Arns Neumann
Foi com muita tristeza que hoje ouvi a notícia da trágica morte da Dra Zilda, uma mulher de fibra, uma enviada de Deus para salvar vidas de crianças e idosos do Brasil e do mundo através da Pastoral da Criança. Tive a honra de conhece-la em uma de suas visitas em Londrina, para mim foi uma honra ouvir uma pessoa tão terna e tão empenhada pela causa humana. Que Deus conforte seus familiares a a todos os atendidos da Pastoral da Criança que também está orfã dessa mãe tão carinhosa. Que Maria Santíssima nos conforte.2010.
Haití
Discurso
Agradezco la honrosa invitación que me han hecho. Quiero manifestar mi gran alegría por
estar aquí con todos ustedes en Puerto Príncipe, Haití, para participar de la asamblea de
los religiosos.
Como hermana de 2 Franciscanos e 3 hermanas religiosas de la Congregación de las
Hermanas Escolares de Nuestra Señora, estoy mucho feliz entre todos ustedes. Doy
gracias a Dios por esto momento.
En realidad, todos nosotros estamos aquí, en este encuentro, porque sentimos dentro de
nosotros una fuerte llamada a difundir en el mundo la buena noticia de Jesús. La buena
noticia, transformada en acciones concretas, es luz y esperanza en la conquista de la PAZ
en las familias y en las naciones. La construcción de la Paz empieza en el corazón de las
personas y tiene su fundamento en el Amor, que tiene sus raíces en la gestación y en la
primera infancia, y se transforma en Fraternidad y corresponsabilidad social.
La Paz es una conquista colectiva. Tiene lugar cuando impulsamos a las personas,
cuando promovemos los valores culturales y éticos, las actitudes y prácticas de búsqueda
del bien común, que aprendemos de nuestro Maestro Jesús: “Yo he venido para que
todos tengan vida y la tengan en abundancia.” (Jn 10, 10)
Se espera que los agentes sociales sigan, además las referencias éticas y morales de
nuestra Iglesia, sean como Ella, maestra en orientar a las familias y comunidades,
especialmente en el área de salud, educación y derechos humanos. De este modo
podemos formar masa crítica en las comunidades cristianas y de otras religiones, en favor
de la protección del niño desde la concepción, y más excepcionalmente hasta los seis
años, y del adolescente. Debemos esforzarnos para que nuestros legisladores elaboren
leyes y los gobiernos ejecuten políticas públicas que incentiven la calidad de educación
integral de los niños y salud, como prioridad absoluta.
El pueblo siguió Jesús porque tenía palabras de esperanza. Así nosotros somos llamados
a anunciar experiencias positivas y caminos que lleven las comunidades, familias el país a
serien más justos y fraternos.
Como discípulos y misioneros, invitados a evangelizar, sabemos que la fuerza propulsora
de la transformación social está en la práctica del más grande de todos los mandamientos
de la Ley de Dios: el Amor, expresado en la solidaridad fraterna, capaz de mover
montañas. “Amar a Dios sobre todas las cosas y al prójimo como a nosotros mismos”
significa trabajar por la inclusión social, fruto de la Justicia; significa no tener prejuicios,
aplicar nuestros mejores talentos en favor de la Vida Plena, prioritariamente de aquellos
que más lo necesitan. Sumar esfuerzos para alcanzar los objetivos, servir con humildad y
misericordia, sin perder la propia identidad. Todo este caminar necesita la comunicación
constante para iluminar, animar, fortalecer y democratizar nuestra Misión de Fe y Vida.
Creemos que esta transformación social exige una inversión máxima de esfuerzos para el
desarrollo integral de los niños. Este desarrollo empieza cuando el niño se encuentra aún
en el vientre sagrado de su madre. Los niños, cuando están bien cuidados, son semillas
2
de Paz y Esperanza. No existe ser humano más perfecto, más justo, más solidario y sin
prejuicios que los niños.
Por algo dijo Jesús: “… si ustedes no se hacen como estos niños, no entrarán en el Reino
de los Cielos” (Mt 18, 3). Y “Dejen que los niños vengan a mí, pues de ellos es el Reino de
los Cielos” (Lc 18, 16).
Hoy voy a compartir con ustedes una verdadera historia de amor e inspiración divina, un
sueño que se hizo realidad. Como les ocurrió a los discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35),
“Jesús caminaba todo el tiempo con ellos. Lo reconocieron al partir el pan, símbolo de la
vida.” En otro pasaje, cuando la barca en el mar de Galilea estaba a punto de hundirse
bajo las olas violentas, allí estaba Jesús con ellos, para calmar la tormenta. (Mc 4, 35-41).
Con alegría voy a contarles lo que “he visto y de lo que he sido testigo” a lo largo de 26
años, desde la fundación de la Pastoral da Criança en septiembre de 1983.
Aquello que era una semilla, que empezó en el pueblo de Florestópolis, estado de
Paraná, en Brasil, se ha convertido en Organismo de Acción Social de la Conferencia
Nacional de los Obispos de Brasil, presente en 42.000 comunidades pobres y en 7.000
parroquias de todas las Diócesis de Brasil.
Por la fuerza de la solidaridad fraterna, una red de 260 mil voluntarios, de los cuales 141
mil son lideres que viven en comunidades pobres, 92% son mujeres, e participan
permanentemente en la construcción de un mundo mejor, más justo y más fraterno, al
servicio de la Vida y la Esperanza. Cada voluntario dedica el por lo medio de 24 horas al
mes a esta Misión transformadora de educar a las madres y familias pobres, compartir el
pan de la fraternidad y generar conocimientos para la transformación social.
El objetivo de la Pastoral da Criança es reducir las causas de la desnutrición y la
mortalidad infantil, promover el desarrollo integral de los niños, desde su concepción
hasta los seis años de edad. La primera infancia es una etapa decisiva para la salud, la
educación, la consolidación de valores culturales, el cultivo de la fe y la ciudadanía, con
profundas repercusiones a lo largo de la vida.
Un poco de historia:
Soy la decimosegunda de 13 hermanos, cinco de ellos son religiosos. Tres Hermanas
religiosas y dos sacerdotes franciscanos. Uno de ellos es D. Paulo Evaristo, el Cardenal
Arns, Arzobispo emérito de Sao Paulo, conocido por su lucha a favor de los Derechos
Humanos, principalmente durante los veinte años de la dictadura militar de Brasil.
En mayo de 1982, al volver de una reunión de la Organización de las Naciones Unidas
(ONU), en Ginebra, D. Paulo me llamó por teléfono por la noche. En aquella reunión,
James Grant, entonces Director Ejecutivo de UNICEF, le habló con insistencia sobre el
SUERO ORAL. Considerado como el mayor adelanto de la medicina del siglo pasado, ese
suero era capaz de salvar de la muerte a millones de niños que podrían morir por
deshidratación debida a la diarrea, una de las principales causas de mortalidad infantil en
Brasil y en el mundo. James Grant logró convencer a D. Paulo para que motivara a la
Iglesia Católica a enseñar a las madres a preparar y administrar el suero oral. Esto podría
salvar millares de vidas.
Viuda desde hacía cinco años, yo estaba, aquella noche histórica, reunida con los cinco
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hijos, de entre nueve y diecinueve años, cuando recibí la llamada telefónica de mi
hermano D. Paulo. Me contó lo que había pasado y me pidió que reflexionara sobre ello.
¿Cómo hacer realidad la propuesta de la Iglesia a ayudar a reducir la muerte de los
niños? Yo me sentía feliz ante este nuevo desafío. ¡Era lo que más deseaba: educar a las
madres y familias para que supieran cuidar mejor de sus hijos!
Creo que Dios, en cierto modo, me había preparado para esta misión. Basada en mi
experiencia como médica pediatra y especialista en Salud Pública y en los muchos años
de dirección de los servicios públicos de salud materno-infantil, comprendí que, además
de mejorar la calidad de los servicios públicos y facilitarles a las madres e niños el acceso
a ellos, lo que más falta les hacía a las madres pobres era el conocimiento y la
solidaridad fraterna, para que pudieran poner en práctica algunas medidas básicas
sencillas y capaces de salvar a sus hijos de la desnutrición y la muerte, como por
ejemplo la educación alimentar y nutricional para las embarazadas y sus niños, la
lactancia materna, las vacunas, el suero casero, el control nutricional, además de
conocimientos sobre señales y síntomas de algunas enfermedades respiratorias y
cómo prevenirlas.
Me vino a la mente entonces la metodología que utilizó Jesús para saciar el hambre de
5.000 hombres, sin contar a las mujeres y los niños. Era de noche y tenían hambre. Los
discípulos le dijeron a Jesús que lo mejor era que se fueran a sus casas, pero Jesús les
ordenó: “Denles de comer ustedes mismos”. El apóstol Felipe le dice a Jesús que no
tenían dinero para comprar comida para tanta gente. Andrés, hermano de Simón, señaló
a un niño que tenía dos peces y cinco panes. Y Jesús mandó que se sentaran en grupos
de cincuenta a cien personas (en pequeñas comunidades). Entonces pensé: ¿Por qué
mueren millones de niños mueren por motivos que se pueden fácilmente prevenir? O
¿cuál es la causa de que se vuelvan violentos y criminales en la adolescencia?
Recordé el inicio de mi carrera, cuando me desafié a mí misma a querer disminuir la
mortalidad infantil y la desnutrición. Venían a mi memoria miles de madres que cambiaban
la leche materna por un biberón diluido en agua sucia. Otras madres que no vacunaban a
sus hijos, cuando todavía no había cesta básica en el Centro de Salud. Otras madres que
limpiaban la nariz a todos sus hijos con el mismo trapo, o pegaban a sus hijos y los
humillaban cuando hacían pipí en la cama. Y todavía más triste, cuando el padre llegaba
a la casa borracho. Al oír el llanto de hambre y de cariño de sus hijos, les pegaba incluso
cuando eran muy pequeños. Se sabe, según los resultados de investigaciones de la OMS,
cuya publicación acompañé en 1994, que los niños maltratados antes de un año de edad
tienen una tendencia significativa a la violencia, y con frecuencia se hacen criminales
antes de los 25 años.
¿La Iglesia, que somos todos nosotros, qué deberíamos hacer?
Tuve la seguridad de seguir la metodología de Jesús: organizar al pueblo en pequeñas
comunidades; identificar líderes, familias con embarazadas y niños menores de seis años.
Los líderes que se dispusieran a trabajar voluntariamente en esta misión de salvar vidas,
serían capacitados, en el espíritu de fe y vida, y preparados técnica y científicamente, en
acciones básicas de salud, nutrición, educación y ciudadanía. Serían acompañados en su
trabajo para que no se desanimaran. Tendrían la misión de compartir con las familias la
solidaridad fraterna, el AMOR, los conocimientos sobre los cuidados con las embarazadas
y los niños, para que éstos estén sanos y felices. Así como Jesús ordenó que mirasen si
todos estaban saciados, tendríamos que implantar un sistema de informaciones, con
algunos indicadores de fácil comprensión, incluso por líderes analfabetos o de baja
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escolaridad. Y ya veía ante mí muchos cestos de sabiduría y amor aprendidos con el
pueblo.
Sentí que ahí estaba la metodología comunitaria, pues podría desarrollarse a gran escala
por las diócesis, parroquias y comunidades. No solamente para salvar vidas de niños,
sino también para construir un mundo más justo y fraterno. Sería la misión del “Buen
Pastor”, que está atento a todas las ovejas, pero da prioridad a aquéllas que más lo
necesitan. Los pobres y los excluidos.
En aquella maravillosa noche, diseñé en el papel, una comunidad pobre, donde identifiqué
familias con embarazadas y niños menores de seis años y líderes comunitarios, tanto
católicos como de otras confesiones y culturas, para llevar adelante acciones de una
manera ecuménica, pues Jesús vino para que “todos tengan Vida y Vida en abundancia”
(Juan 10,10). Estos es lo que necesita ser hecho aquí en Haití: hacer un mapa de las
comunidades pobres, identificar los niños menores de 6 anos y sus familias, y lideres
comunitarios que desean trabajar voluntariamente.
Desde la primera experiencia, la Pastoral da Criança cultivó la metodología de Jesús, que
El aplicaba a gran escala. En Brasil, en más de 40.000 comunidades, de 7.000 parroquias
de todas las 272 Diócesis y Prelaturas. Se está extendiendo, gradualmente, a otros veinte
países. Éstos son, en América Latina y el Caribe: Argentina, Bolivia, Colombia, Paraguay,
Uruguay, Perú, Venezuela, Guatemala, Panamá, República Dominicana, Haití, Honduras,
Costa Rica y México; en África: Angola, Guinea-Bissau, Guinea Conakry y Mozambique y
en Asia: Filipinas y Timor del Este.
Para organizar mejor el compartir las informaciones y la solidadreidad fraterna entre las
madres y familias vecinas, las acciones se basan en tres estrategias de educación y
comunicación: individual, grupal y de masas. La Pastoral da Criança utiliza
simultáneamente las tres formas de comunicación para reforzar el mensaje, motivar y
promover cambios de conducta, fortaleciendo las familias con informaciones sobre como
cuidar de los niños, promoviendo la solidariedad fraterna.
La educación y la comunicación individual se hacen a través de la Visita Domiciliaria
Mensual a las familias con embarazadas y niños. Los líderes acompañan a las familias
vecinas en las comunidades más pobres, en áreas urbanas y rurales, en aldeas indígenas
y en quilombos, en las áreas de la ribera del Amazonas. Atraviesan ríos y mares, suben y
bajan montes de gran pendiente, caminan leguas, para oír los clamores de las madres y
familias, educarlas y fortalecer la Paz, la Fe y los conocimientos. Intercambian ideas sobre
salud y educación de los niños y de las embarazadas; enseñan y aprenden.
Con mucha confianza y ternura, fortalecen el tejido social de las comunidades, lo que
lleva a la inclusión social.
Motivados por la Campaña Mundial patrocinada por la Organización de las Naciones
Unidas (ONU), en 1999, con el tema “Una vida sin violencia es un derecho nuestro”, la
Pastoral da Criança incorporó una acción permanente de prevención de la violencia con el
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lema “La Paz comienza en casa”. Utilizó como una de las estrategias de comunicación,
la distribución de seis millones de folletos con los “10 Mandamientos para lograr la paz en
la familia”, debatidos en las comunidades y en las escuelas, de norte a sur del país.
Las visitas, entre tantas otras acciones, sirven para promover la Lactancia Materna, una
escuela de diálogo y compartir, principalmente cuando se da como alimento exclusivo
hasta los seis meses y se continúa dando como alimento preferente hasta más de un año,
incluso hasta más de dos años, complementado con otros alimentos saludables. La
succión adapta los músculos y huesos para una buena dicción, una mejor respiración y
una arcada dental más saludable. El cariño de la madre acariciando la cabeza del bebé
mejora la conexión de las neuronas. La psicomotricidad del niño que mama del pecho es
más avanzada. Tanto es así que se sienta, anda, y habla más pronto, aprende mejor en la
escuela. Es el factor esencial para el desarrollo afectivo y protección de la salud de los
bebés, para toda la vida. La solidaridad despunta, promovida por las horas de contacto
directo con la madre. Durante la visita domiciliaria, la educación de las mujeres y de sus
familias eleva la autoestima, estimula los cuidados personales y los cuidados con los
niños. Con esta educación de las familias se promueve la inclusión social.
La educación y la comunicación grupal tienen lugar cada mes en miles de
comunidades. Es el Día de la Celebración de la Vida. Momento dedicado al
fortalecimiento de la fe y de la amistad entre las familias. Además del control nutricional,
están los juguetes y juegos con los niños y la orientación sobre ciudadanía. En este día
las madres comparten prácticas de aprovechamiento adecuado de alimentos de la región
de bajo coste y alto valor nutritivo. Las frutas, hojas verdes, semillas y tallos, que muchas
veces no son valorados por las familias.
Otra oportunidad de formación grupal es la Reunión Mensual de Reflexión y
Evaluación de los líderes en la comunidad. El objetivo principal de esta reunión es
discutir y establecer soluciones para los problemas encontrados.
Estas acciones integran el sistema de información de la Pastoral da Criança para poder
acompañar los esfuerzos realizados y sus resultados a través de Indicadores. La
desnutrición fue controlada. De mas de 50% de desnutridos en el comienzo, hoy está en
el 3,1%. La mortalidad infantil fue drásticamente reducida y hoy está en 13 muertes por
mil nacidos vivos en las comunidades con Pastoral da Criança. El índice nacional es
23,3, pero se sabe que las muertes en comunidades pobres, donde está la Pastoral da
Criança, es mas grande que el por lo medio general. En 1982 la mortalidad infantil en
Brasil fue 82,8 por mil nacidos vivos. Estos resultados han servido de base para
conquistar entidades, como el Ministerio de Salud, UNICEF, Banco HSBC y otras
Empresas. Ellas, nos apoyan en las capacitaciones y en todas las actividades básicas de
salud, nutrición, educación y ciudadanía. EL COSTE NIÑO/ MES es de menos de UN
DÓLAR.
En relación a la educación y a la comunicación de masas presentaré tres experiencias
concretas de cómo la comunicación es un instrumento de defensa de los derechos de la
infancia.
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Materiales impresos
El material impreso diseñado específicamente para ayudar en la formación del líder de la
Pastoral da Criança, lo instructores y los multiplicadores y servir como herramienta de
trabajo en la tarea de guiar las familias y comunidades sobre cuestiones de salud,
nutrición, educación y ciudadanía. Además del Guía de la Pastoral da Criança, se puso en
marcha publicaciones como el Manual del Facilitador, Juguetes y Juegos, Comida y los
Huertos Familiares, alfabetización de jóvenes y adultos y la movilización social.
El periódico de la Pastoral da Criança, con una tirada mensual de alrededor de 280 mil, o
sea, 3 millones y 300 mil ejemplares al año, y llega a todos los líderes de la Pastoral da
Criança. Es una herramienta para la formación continua.
El Boletín Dicas abarca cuestiones relacionadas con la salud y la educación para
ciudadanía Está especialmente diseñado para los coordinadores y capacitadores de la
Pastoral da Criança. Cada publicación llega a 7 mil coordinaciones.
Para ayudar en la vigilancia de las mujeres embarazadas, la Pastoral da Criança, creó la
lazos de amor, tarjetas con consejos sobre el embarazo saludable y un parto.
Otros materiales impresos de gran impacto social es el folleto con los 10 mandamientos
para la Paz en la Familia. 12 millones de folletos se distribuyeron en los últimos años.
Además de estos materiales impresos, se envía para las comunidades da Pastoral da
Crianza material para el labor de pesaje de los niños, tales como balanzas y también
cucharas de medir para la rehidratación oral y sacos de juguetes para los niños jugar en
el día de celebración vida.
Material de sonido y vídeo
Otra área en la que la Pastoral da Criança produce materiales es de sonido y la
producción de películas educativas. El Show en vivo de la Radio de la Vida, producido y
grabado en el estudio de la Pastoral da Crianza, llega a millones de oyentes en todo
Brasil. Con los temas de la salud, la educación de la primera infancia y la transformación
social, el programa de radio Viva la Vida se emite semanalmente 3.740 veces. Estamos
"en el aire", de 2310 horas semanales en todo Brasil. Además, el Programa Viva la Vida
también se ejecuta en varios tipos de sistemas de sonido de CD y aparatos en las
reuniones del grupo.
La Pastoral da Criança también produce películas educativas para mejorar y dar a
conocer su trabajo en las bases. En la actualidad hay 12 títulos producidos que se ocupan
de la prevención de la violencia contra los niños, comida saludable, el embarazo, la
participación en los Consejos Municipales de Salud, la prevención del SIDA y otros.
Campañas
Pastoral de la Infancia realiza y colabora en varias campañas para mejorar la calidad de
vida de las mujeres embarazadas, familias y niños. Éstos son algunos ejemplos:
a. Campañas de sales de rehidratación oral
b. Campaña de Certificado de Nacimiento: la falta de información, la distancia de la
oficina y la burocracia es que las personas se quedan sin un certificado de nacimiento.
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La movilización nacional para el registro civil de nacimiento que une el estado
brasileño y la sociedad para garantizar a cada ciudadano de pleno derecho el nombre
y los derechos.
c. Campaña para fomentar la lactancia materna: la leche materna es un alimento
perfecto que Dios ha puesto a la disposición en los primeros años de vida.
Permanentemente, la Pastoral da Criança, promueve la lactancia materna exclusiva
hasta los seis meses, y luego continuar con otros alimentos. Esto protege contra la
enfermedad, desarrolla mejor y fortalece el niño.
d. Campaña para la prevención de la tuberculosis, la neumonía y la Lepra: las tres
enfermedades siguen afectando a muchos niños y adultos en nuestro país. La Pastoral
da Criança prepara materiales específicos de comunicación para educar al público
acerca de los síntomas, el tratamiento y los medios de prevención de esta
enfermedad.
e. Campaña de Saneamiento: acceso al agua potable y tratamiento de aguas residuales
contribuye a reducir la mortalidad infantil. Pastoral de la Infancia en colaboración con
otros organismos movilizar a la comunidad a la demanda de tales servicios a los
gobiernos locales y utiliza los medios a su alcance para difundir información
relacionada con el saneamiento.
f. Campaña de prevención del VIH / SIDA y Sífilis: la prueba de prevención del VIH /
SIDA y la sífilis durante el período prenatal, posibilita la disminución de 25% a 1% el
riesgo de transmisión al bebé. Pastoral da Criança apoya la campaña nacional para el
diagnóstico precoz de estas enfermedades.
g. Campaña para la Prevención de la muerte súbita de bebés "a dormir boca arriba es
más seguro": Con el fin de alertar a sobre los riesgos y prevenir hasta el 70% de las
muertes súbitas en la infancia, la Pastoral da Criança puso en marcha esta gran
campaña, dirigida a los
las familias ponen a sus bebés a dormir boca arriba.
h. Campaña para la Prevención del Abuso Infantil: Con esta campaña, la Pastoral da
Criança esclarece las familias y la sociedad sobre la importancia de la prevención de
la violencia, palizas y abuso sexual. Esta campaña incluye también la distribución del
folleto con los 10 mandamientos para la paz en la familia, como un incentivo para
mantener a los niños en un ambiente de paz y armonía.
i. Campaña - 20 de noviembre, día de oración y de acción por la niñez: La Pastoral
da Criança participa en los esfuerzos globales para la atención integral y protección de
los niños y adolescentes, en colaboración con la Red Mundial de Religiones para la
Infancia (GNRC.
En diciembre de 2009 cumplí 50 años de médica y, antes de 2002, confieso que nunca
había oído hablar en ningún programa de UNICEF, o de la Organización Mundial de la
Salud (OMS), ni de otro organismo de la Organización de las Naciones Unidas (ONU),
que estimulase la espiritualidad como componente de desarrollo de la persona. Como una
de las integrantes de la comitiva de Brasil en la Asamblea de la ONU de 2002, que reunió
a 186 países, a favor de la infancia, tuve la satisfacción de oír la definición final sobre el
desarrollo integral del niño que contempla su “desarrollo físico, social, mental,
espiritual y cognitivo”. Esto fue un gran avance, y viene al encuentro del proceso de
formación y comunicación que hacemos en la Pastoral da Criança. En este proceso se ve
a la persona de manera completa e integrada en su relación personal, con el prójimo, con
el ambiente y con Dios.
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Estoy convencida de que la solución de la mayoría de los problemas sociales está
relacionada con la reducción urgente de las desigualdades sociales, con la eliminación de
la corrupción, con la promoción de la justicia social, con el acceso a la salud y la
educación de calidad, la ayuda mutua financiera y técnica entre las naciones, para la
preservación y recuperación del medio ambiente. Como señala el reciente documento del
Papa Benedicto XVI, Caritas in Veritate (Caridad en la verdad), “la naturaleza es un don
de Dios, y precisa ser usada con responsabilidad”. El mundo está despertando por las
señales del calentamiento global, que se manifiesta en los desastres naturales, más
intensos y frecuentes. La gran crisis económica demostró la interrelación entre los países.
Para no sucumbir, se exige solidaridad entre las naciones. Es la solidaridad y la
fraternidad lo que más necesita el mundo para sobrevivir y encontrar el camino de la Paz.
Final
Desde su fundación, la Pastoral da Criança invierte en la formación de los voluntarios y en
el acompañamiento de niños y embarazadas, en la familia y en la comunidad.
Actualmente son 1.985.347 niños (= un millón novecientos ochenta y cinco mil trescientos
cuarenta y siete niños), 108.342 embarazadas (= ciento ocho mil trescientas cuarenta y
dos embarazadas) de 1.553.717 familias (= un millón quinientas cincuenta y tres mil
setecientas diecisiete familias). Su metodología comunitaria y sus resultados, así como su
participación en la promoción de políticas públicas con la presencia en Consejos de
Salud, Derechos del Niño y del Adolescente y en otros Consejos han llevado a cambios
profundos en el país, mejorando los indicadores sociales y económicos. Los resultados
del trabajo voluntario, con la mística del amor a Dios y al prójimo, en sintonía con nuestra
madre tierra, que a todos debe alimentar, nuestros hermanos, los frutos y las flores,
nuestros ríos, lagos, mares, bosques y animales. Todo esto nos muestra cómo la
sociedad organizada puede ser protagonista de su transformación. En este espíritu, al
fortalecer los lazos que unen a la comunidad, podemos encontrar las soluciones para los
graves problemas sociales, que afectan a las familias pobres.
Como los pájaros, que cuidan de sus hijos al hacer un nido alto de los árboles y en las
montañas, lejos de los depredadores, las amenazas y peligros, y más cerca de Dios,
debemos cuidar de nuestros niños como un bien sagrado, promover el respeto sus
derechos y protegerlos.
¡Muchas gracias!
¡Qué Dios acompañe a todos!
Dra. Zilda Arns Neumann
Médica pediatra y especialista en Salud Pública
Fundadora y Coordinadora de la Pastoral da Criança Internacional
Coordinadora Nacional de la Pastoral de la Persona Idosa
http://www.pastoraldacrianca.org.br/discurso_haiti.pdf em 13 de janeiro de 2010



